Formação em Política da Maxis


Já todos devem conhecer o meu vício pelo jogo de estratégia SimCity. Este jogo baseado em teorias sociais, comportamentais e de gestão de massas, funciona exactamente como qualquer cidade no mundo.
Para isso tem de se passar pelas seguintes fases:

1º Independência Energética (O grande poder dos nossos USA será posto em causa quando as questões energéticas passarem para o plano da casa, ao invés do plano do país. Se a minha casa for quase independente energeticamente a do meu vizinho também será, então a necessidade do meu país de me fornecer energia será menor. Um óptimo exemplo é o esforço para uma menor dependência de outros países que o nosso país está a fazer, assim como as políticas que apoiam construcções mais eficientes energéticamente e de sustentabilidade.)

2º Sistemas de àguas (Toda a cidade tem de ter água, tratada e a chegar a toda a gente, se assim não for não se desenvolvem zonas de industria e comércio que trazem empregos e riqueza para um país. A água é um factor chave no desenvolvimento, felizmente somos um país à beira-mar plantado com vários rios que nos atravessam. Projectos como o do aproveitamento do Douro serão mais aceites no futuro com a escassez de água potável, e de energia.)

3º Poluição (A poluição não é atraente, pois provoca problemas de saúde e desperdício. Uma cidade não poluída e não poluidora é aquela que atrai mais qualidade de vida e mais dinheiro. As empresas técnologicas são habitualmente menos poluidoras e têm empregos mais bem pagos).

4º Saúde (A saúde é determinante na esperança de vida, na força do trabalho, e na motivação. Um país, cidade ou empresa com pessoas saudáveis tem mais rendimento que as envolventes. Politicas de privatização da saúde só funcionam com uma grande escala de acesso e escolha sobre a propria saúde. Monopólio é outro jogo).

5º Educação (A educação trás ideias, as ideias projectos, vendas e trabalhos. Cidadãos mal educados promovem a violência, o crime e outras situação semelhantes. As escolas devem ser dimensionadas em função das suas capacidade e não necessidade. O ratio entre estudantes e professores deve ser sempre igual à necessidade imposta).

6º Trânsito e Transportes (Quando se planeia uma cidade há que pensar a forma como esta se desenvolve e a forma como as pessoas se deslocam. Se forem pensadas estratégias para a ponte entre comboio, metro, autocarro e carros, o deslocar passará a ser uma sucessão de tansportes. Impedir o trânsito automóvel nos centros de cidades só funciona com transportes alternativos a sério, ou então surgem mudanças de centros provocadas pelas necessidades de transporte. O carro e autocarros são poluidores, mas com estratégias de utilização de combustiveis não poluidores estamos perante uma mudança muito positiva no meio ambiente. Contudo, não poluír não implica conforto e boa gestão de trânsito, os problemas de trânsito ainda exitirão com combustiveis sustentáveis.)

7º Espaços verdes e espaços públicos (Os espaços públicos são determinantes na definição da tipologia de cidade. Quando optamos por espalhar os espaços verdes por canteiros nas cidade, estamos a embelezar, mas não a promover os espaços sociais. Praças grandes para eventos (Aliados) grandes jardins públicos (Parque da Cidade) são a solução para a melhoria do meio ambiente, mas mais do que isso de melhoria de relação entre o cidadão e a cidade.)

8º Espaços de Cultura (A cultura é o lazer do conhecedor. Se queremos atrair grandes industrias e comércios, temos de lhes dar lazer ao mais alto nível. Será que o Tom Ford vê revista? O Macqueen concertos do Toy? o que damos a consumir culturamente é exactamente aquilo que o nosso povo se transforma).

9º Lixos e tratamentos (O tratamento do lixo é sempre um problema, pois ou o exportamos e o problema deixa de ser nosso ou incineramos e pioramos o nosso meio ambiente. Há também a possibilidade de reciclar contudo, esta última só funciona com eficácia ser for acompanhada por métodos de racionalização do lixo, diminuindo a sua quantidade e possibilitando sempre a sua reciclagem)

10º Bom senso e respeito pelos cidadão (Ouvir os cidadão é a melhor estratégia para um melhor desempenho, se todos contribuirem com a mesma importância mais vestem a camisola. A ilusão de estar dentro do processo é o maior motivador)

Se os Políticos por aí jogassem o Sim City, não haveria o problema do controlo energético por parte dos USA, os problemas de poluição Chinesa seriam menores, os problemas de lixo Italianos ja estariam resolvidos, todos os problemas de saúde, educação e cultura do mundo estariam erradicados, e o aquecimento global ja estaria na fase de rescaldo. Ao invés de proibirmos jogos de computador por serem violentos, promovam estes jogos de consciência jogado sempre um Sim City antes da candidatura à Junta.

Basta pensar antes de agir.

4 comentários:

Susie Mary disse...

Bem.... também gosto de jogar o simcity. Mas para os nossos politicos o poderem jogar têm que entrar em linha de conta com vários factores:
1 - saber mexer no computador e conhecer o simcity (não estás a ver o Alberto João nisso, pois não)
2 - Saber o que é estratégia
3 - Estarem de facto interessados no que estão a fazer e a representar, e não só em arranjarem uma solução temporaria para o desemprego deles próprios;
4 - Não contar com o factor corrupção (não me lembro de ver esta variável no simcity)
5 - Não contar com o factor 'milhões da união europeia'
6 - Por no 'of' as castátrofes e os incêndios e essas coisas - é mais fácil assim para a nossa cidade crescer.

7 - falta-lhes sobretudo acreditar que é possível fazer coisas.

Bjs

Su

Keyser Soze disse...

O Sim City é uma utopia.

George Miguel disse...

Gostei... Em termos de princípios básicos frisaste coisas engraçadas e sugeriste coisas porreiras e tal... não sei é se a ligação da cultura que se faz e a que se consome é tão linear... Penso que o que no que educamos a nossa sociedade é exactamente aquilo que ela consome, e não: "o que damos a consumir culturalmente é exactamente aquilo que o nosso povo se transforma!"
Se essa máxima fosse tão fácil de generalizar o povinho do bolhão ia ao Rivoli (que era mesmo ali ao lado, e até passavam na propaganda a caminho da ribeira) ver as peças loucas que tinham 12 espectadores em média.
Em vez disso deu-se o Rivoli àquela abécula do La Féria e o palhaço tem casa cheia a toda a hora...
Vamos lá ver, vamos lá ver...
Ass: Pedro...

ratochino disse...

caricaturas são sempre ridículas e fazem-se sempre melhor entender....

ass. rato

nada pode ser tão generalizado